A Estância Climática de Cunha tem suas origens por volta de 1695. Nessa época, muitos aventureiros subiam a serra pela trilha dos Guaianás, com destino ao Sertão de Minas Gerais, atraídos pela notícia de que havia ouro e pedras preciosas naquela região. Com isso, Cunha, que era conhecida como “Boca do Sertão”, tornou-se parada obrigatória para descanso e reabastecimento das tropas.
Já em 1730, os viajantes que se fixaram na região, construíram um povoado onde a família portuguesa Falcão ergueu uma capela chamada Sagrada Família. Devido à contribuição desta família para o povoado, durante muito tempo a cidade foi chamada de Freguesia do Falcão.
Em 15 de setembro de 1785, o povoado é elevado à vila, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Cunha, em homenagem ao capitão General Francisco da Cunha Menezes, governador da Província de São Paulo. Nesse período as antigas trilhas foram calçadas e ampliadas para que as tropas pudessem transportar a maior riqueza do século XIX, o café. A autonomia política veio em 1858, ano em que foi elevada à categoria de cidade, e em 1883 tornou-se comarca. Logo a seguir em 1888, com a libertação dos escravos, veio o declínio do ouro negro na região.
Em 1945 a prefeitura entrou com pedido de transformação do município em Estância Climática e no dia 28 de outubro de 1948, foi promulgada pelo governador de São Paulo a lei nº. 182, convertendo a cidade de Cunha em Estância Climática. |
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A altitude media é de 1.100 metros e os pontos mais altos são o Pico da Macela (1.840 metros) e o Pico do Cume (1.630 metros). O clima é temperado e seco, com variações de temperatura de –3 a 15ºC no inverno e de 15 a 25ºC no verão. |
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Os instrumentos tocados (violas, caixa surda, pandeiro, acordeão, ou sanfona) são acompanhados pela batida dos pés e o ruído dos guizos pendurados nos pés. Os integrantes vestem roupas brancas com fitas, bastões e guizos. Outra atração imperdível é a Procissão de Corpus Christi, quando os fiéis caminham sobre os tapetes decorados com flores, serragem colorida e pó de café que cobrem as ruas da cidade. Outros eventos tradicionais são a malhação do Judas na Páscoa, a Cavalaria no dia de São Benedito e a festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição, em dezembro. |
As cachoeiras, algumas ainda inexploradas, são um sinal da fartura de água, que faz de Cunha uma região de mananciais. Suas terras abrigam o berço dos rios Paraitinga e Paraibuna, que formam, quilômetros adiante, o lendário rio Paraíba do Sul, que deságua no litoral fluminense. |
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A primeira incursão do homem branco na região de que
se tem notícia ocorreu em 1597, quando partiu do Rio de Janeiro
uma expedição chefiada por Martim Correia de Sá.
A expedição, de cerca de 700 portugueses e dois mil índios,
desembarcou em Paraty-RJ e galgou a Serra do Mar pela antiga Trilha
dos Guaianás para combater os índios Tamoios, que estavam
unidos com os franceses na luta contra os portugueses.
No
início do século XVIII, a grande movimentação
de tropas pelo local atraiu bandidos e saqueadores. Muito ouro que
vinha de Minas Gerais para embarcar em Paraty-RJ, rumo à Portugal,
foi desviado. Devido à necessidade de se criar um posto para
vigiar o local, surgiu a Barreira do Taboão, localizada entre
a Freguesia do Falcão e Paraty. Com o declínio do ciclo
do ouro, muitos desbravadores acabaram ficando na região atraídos
pelo clima e pela fertilidade do solo. Essa intensa movimentação
gerou um rápido desenvolvimento local.
Em 1932, Cunha foi palco de batalha na Revolução Constitucionalista,
quando um batalhão da marinha composto de 400 praças
subiu a Serra do Mar com a intenção de chegar à São
Paulo pelo Vale do Paraíba. Os combates no município
duraram três meses e nesse período a cidade conheceu seu
herói e mártir, o lavrador Paulo Virginio, que foi morto
por não revelar a posição das tropas paulistas.
Em homenagem a esse ilustre cidadão, foi construído um
monumento às margens da estrada Cunha-Paraty.